Vontade de Quem?

Mateus 6.9-13

"Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu" Mateus 6.9-10

"Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito." João 15.7

Na Palavra

Em nossas orações, nós muitas vezes sentimos a tensão entre dois ensinamentos. Jesus nos ensina a orar pela vontade do Pai (Mt 6.10). Ele também nos ensina a orar por nossa vontade (Marcos 11.24; João 14.13; 15.7). Qual das duas vontades nós devemos fazer?
Por um lado, pedir ao vontade Dele, considere isto: se a vontade de Deus é perfeita; se ele nos ama mais do que até nós mesmos nos amamos; se ele sabe tudo sobre nós e tudo sobre nosso futuro, e ele nos criou; se ele [e poderoso, capaz de fazer além do que podemos pedir ou pensar (Ef 3.20); se ele deseja nos abençoar com o melhor (Salmo 84.11; Mt 7.11); se seus desejos para nós são infinitamente melhores que nós mesmos poderíamos querer; por que nós sequer pediríamos qualquer outra coisa se não a vontade dele?

Por outro lado, Jesus é muito específico: se permanecermos nele e as palavras dele permanecerem em nós, pediremos o que nós quisermos, e nos será dado (Jo 15.7). Por que esta diferença? Por que será que Jesus nos diria para pedir o que desejamos quando ele sabe que isto seria inferior ao que Deus deseja?

Na Prática

Quando nós destrinchamos a questão desta maneira, nós focamos no objeto da nossa oração – a resposta que esperamos receber. Mas a oração é um relacionamento. Jesus tinha mais em mente para nós que a causa e efeito do pedido. Ele queria nos trazer a uma união com o Pai na batalha de nossas vontades. Sim, ele queria que pedíssemos a vontade do Pai. Ele também queria que pedíssemos que nossa vontade fosse feita. Ele queria que estas duas vontades se tornassem uma e a mesma.
Será que elas são? Estamos vendo nossos corações queimar mais e mais com paixão de ver o Reino de Deus se tornando mais próximo, e que a vontade dele seja feita? Se não, este deveria ser nosso primeiro pedido: que Deus transforme nossos corações, tornando-o mais próximos do nível da vontade dele e de seus caminhos.

“O coração do homem está certo quando ele quer o que Deus quer.” Tomás de Aquino